Projetos de pesquisa da UFPA priorizam a sustentabilidade de peixes ornamentais

Os Projetos de pesquisa "Avaliação de técnicas de captura, manejo, adaptação e sanidade de peixes ornamentais como alternativa para melhoria da qualidade pós captura de organismos com potencialidades para ornamentação, no nordeste paraense" e o "Não dê o peixe, ensine a criar: desenvolvimento de tecnologias de criação sustentável de peixes ornamentais amazônicos", coordenados pelo professor do curso de Engenharia de Pesca do Campus de Bragança da Universidade Federal do Pará (UFPA), Rodrigo Fujimoto, têm em comum a busca pela sustentabilidade da cadeia de peixes ornamentais amazônicos.

 

Conforme explica o professor, o principal objetivo do primeiro projeto, especificamente, configura-se em acompanhar a sanidade dos peixes ornamentais capturados na região do Médio Rio Guamá e caracterizar a pesca, os pescadores e avaliar como essa atividade se encontra dentro dos preceitos de sustentabilidade. Já com o segundo projeto, segundo o docente, busca-se, sobretudo, desenvolver tecnologias de criação sustentável de peixes amazônicos, criando, para isso, manejos, rações, estratégias de criação, bem como outras variáveis.

 

Exportação com divisas - De acordo com o coordenador, as duas iniciativas foram elaboradas para se tentar entender todas as etapas da cadeia dos peixes ornamentais. Nesse sentido, o professor explica que o Pará é o segundo exportador dessas espécies e que muitos peixes são exportados sem o controle sanitário e manejo adequados.

 

Ainda segundo o docente, “assim como acontece com outras espécies exportadas, é desenvolvido, no exterior, um pacote de criação para os peixes ornamentais, os quais voltam para o Brasil com o preço muito maior, como é o caso do acará bandeira e do acará disco. Então, os projetos foram elaborados, também, para apresentar soluções para que essa atividade proporcione divisas para o País e não somente seja um meio de exploração dos nossos recursos naturais”, considera Rodrigo Fujimoto.

 

Como público alvo, os dois projetos buscam atingir os pescadores e produtores de peixes ornamentais, bem como associações, fábricas de ração, alunos, professores e pessoas que possam se interessar pelo estudo sobre essas espécies.

 

Financiamento – O primeiro dos projetos, Avaliação de técnicas de captura, encerrou-se em 2010 e, durante o seu funcionamento, fora financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). O segundo, Não dê o peixe, que irá vigorar até o final de 2011, por meio da Rede de Pesquisas Aplicadas para o Desenvolvimento Sustentado da Pesca e da Aquicultura (REPAPAq), está sendo financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa).

 

Texto: Paulo Henrique Gadelha – Assessoria de Comunicação da UFPA

Publicado em: 14.08.2011 16:00