Saiba como ter um bronzeado saudável neste verão

O ensolarado mês de julho chegou. É nesta época do ano que grande parte da população, principalmente do norte do Brasil, aproveita para descansar e passar muito tempo na praia. Entretanto cuidados precisam ser tomados para que as férias não se transformem em dor de cabeça. Um deles é o uso do protetor solar, produto indispensável para a saúde da pele, em tempos de exposição direta ao sol.

“Para nós, dermatologistas, o uso não pode ser somente no mês de julho, o protetor solar deveria ser utilizado o ano todo, como um cuidado diário”, diz a dermatologista e professora de Dermatologia & Cosmiatria da Universidade Federal do Pará (UFPA), Rossana Veiga. Segundo a professora, é comum que as pessoas se preocupem mais em proteger a pele nos meses de sol causticante. “Como no mês de julho as pessoas se expõem mais, a nossa preocupação aumenta, pois as áreas que estavam cobertas no período chuvoso, estarão descobertas, agora, no período de veraneio.”

Novas regras – Depois da Resolução RDC 30/12, publicada no dia 4 de junho deste ano, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os produtos de proteção solar, disponíveis no mercado, ganharam novas regras para garantir a proteção da pele dos usuários. Uma das principais mudanças é que o valor mínimo do Fator de Proteção Solar (FPS) vai aumentar de 2 para 6, e a proteção contra os raios UVA terá que ser de, no mínimo, 1/3  do valor do FPS declarado.

Na opinião da professora, a Resolução deveria ser mais rigorosa. “O que é mais importante analisar é como o produto é fabricado. São as indústrias que têm que comprovar para os dermatologistas qual a composição química dele, os elementos ativos, e mostrar isso em trabalhos científicos. Por que a gente condena alguns filtros comercializados e divulgados nas grandes mídias? É porque não temos a certeza se sua produção e se as substâncias utilizadas são confiáveis e se, de fato, protegem as pessoas”, afirma Rossana.

Cuidados especiais – Para um veraneio tranquilo e sem transtornos, a dermatologista dá dicas. “O filtro é uma substância química e física que faz com que a radiação não penetre a pele. Sem ele, os raios poderiam provocar a lesão do órgão, o que, em muitos casos, pode resultar até em um câncer. Contudo não se deve usar só o filtro. Devem-se usar também bonés, viseiras, barraca de poliéster, entre outros artifícios que ajudam a proteger do sol”, alerta a professora.

Rossana  Veiga lembra, ainda, que, especificamente, no caso do filtro solar, o produto deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição ao sol e ser reaplicado a cada duas horas e após cada mergulho, lembrando que este não pode passar de 40 minutos. “Devemos ter uma maior preocupação com as crianças, porque elas ficam o dia inteiro na água, mas esses cuidados precisam ser levados em conta por todas as pessoas, e de qualquer idade”, ressalta.

Sobre o tipo de filtro que cada pessoa precisa usar, Rossana explica que “ se você vai à praia, independente da sua cor, vá pelo menos com filtro 60”. Segundo a Academia Americana de Dermatologia, a orientação é usar um filtro fator 30 nas cidades e, em áreas onde se usa menos roupa, com mais exposição ao sol, o valor do filtro deverá ser de 60, não havendo a necessidade de usar acima deste valor. “Se utilizar filtro 60 e tiver todos os cuidados necessários, como reaplicar a cada mergulho e a cada duas horas, sua proteção está garantida.”

Dicas para ter um bom verão -  Rossana Veiga aproveita para dar mais dicas sobre com ter um mês de férias de bem com a saúde. “A primeira preocupação que devemos ter é não deixar a pele ficar vermelha; não se expor diretamente ao sol das 10h até as 16h; beber muito líquido, de preferência água, água de coco, pois o indivíduo precisa estar hidratado, porque, com o calor, o perigo da desidratação aumenta; usar roupas de cor escura, como  saída de praia, shorts, blusinhas, porque elas repelem a luz do sol e isso faz com que quem esteja usando se proteja da radiação direta do sol e andar calçado na praia, utilizando chinelos de borracha, por exemplo,  porque as pessoas correm o risco de contrair a larva migrans, oriunda de fezes contaminadas de cachorros que trafegam na areia.”

Texto: Helder Ferreira – Assessoria de Comunicação da UFPA
Fotos: Reprodução Google, Karol Khaled e Alexandre Moraes

Publicado em: 22.07.2012 09:00