Pais e professores da UFPA falam dos desafios e alegrias da paternidade

Este domingo, 12 de agosto, é dia de celebrar uma figura fundamental no seio familiar. É Dia dos Pais, um momento especial de comemoração e reflexão sobre os desafios de educar, sustentar e ser presente para os filhos. Acompanhar os primeiros passos das crianças, estar ao lado em momentos marcantes e conciliar a vida em família com o trabalho são apenas alguns destes desafios.

Conciliação – O professor do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade Federal do Pará (UFPA) Evander Batista afirma acompanhar de perto o crescimento de seus filhos, Erick, de 18 anos, e Eduardo, de 12. “Os dois sempre tiveram contato com o que eu faço e, assim, eu tento estar próximo deles e mostrar a eles o que eu faço fora de casa”, diz.

Para o professor de Geografia João Márcio Palheta, um filho rompe o universo de um pai e leva-o a mergulhar no seu universo, mesmo após um dia inteiro de trabalho. “Sou muito ocupado, mas ver seu filho ali te recebendo com um sorriso, depois de um dia cheio na UFPA, é mais que gratificante. Você acaba se entregando e vivendo o mundo dele. Pelo menos 15 minutos do meu dia são deles”, diz o diretor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), pai de Enzo, de 9 anos, e de Tarso, de 1 ano e 8 meses.

Aprendizado – O professor João Márcio diz que ser pai é um eterno aprendizado. “A sinceridade de uma criança consegue te fazer repensar sobre sua própria vida, sobre seus valores e o significado das coisas. Elas nos fazem sentir um universo de aproximação, e isso nos faz muito bem.”

Para o escritor Thiago Azevedo, pai de Beatriz, de 5 anos, e Cecília, de 1 ano e 7 meses, o maior desafio de um pai é abrir mão da individualidade em prol de suas filhas. “Na verdade, não sei quem ensina quem, eu a minhas filhas, ou elas a mim, pois, quando há um problema com elas, acabo vendo que há um problema comigo e, com isso, eu tenho que mudar, eu tenho que me transformar, por elas, para elas.”

Thiago também volta no tempo e valoriza os ensinamentos de seu pai, na educação de Beatriz e Cecília. “Então, ser pai é olhar para nossos pais e passar a concordar com certas coisas. Hoje, compreendo certas atitudes de meu pai, certas posturas. Quando chegamos nesse estágio da vida, toda rebeldia, todas as atitudes da juventude caem por terra, perdem o sentido, coisas do amadurecimento”, diz.

O domingo – Evander Batista já planeja o domingo de comemoração ou melhor, seu filho mais novo planeja. “Iremos ao cinema, pois o Eduardo quer assistir o novo filme do Batman. Adorei a ideia, pois sempre valorizei as coisas simples, como passeios em praças. Assim, ele valoriza o contato com as pessoas, e isso é o que faz falta hoje, na minha opinião. Os jovens estão muito presos em um mundo virtual, e eu busco inverter essa lógica com os meus filhos e a minha família.”

Enquanto isso, João Márcio prefere alimentar expectativas. “Eu nunca penso em nada para o Dia dos Pais, mas eu sei que meus filhos estão pensando. O legal é essa surpresa. Mas o que realmente importa é que, o que eles decidirem, eu topo. A entrega de um pai aos seus filhos e à sua família é o que deve ser realmente valorizado neste domingo e em todos os outros dias do ano.”

Texto: Gustavo Ferreira – Assessoria de Comunicação da UFPA
Foto: Julize Garcia

Publicado em: 10.08.2012 19:00