Programa para estrangeiros é avaliado na UFPA

Técnicos dos ministérios das Relações Exteriores e da Educação estão em Belém, para avaliar o Programa Escola Convênio de Graduação (PEC-G). De acordo com as informações dos ministérios, dos 60 alunos estrangeiros na região Norte, 40 deles estão na UFPA. A melhor parte da avaliação é que 80% dos alunos consideram o PEC-G como ótimo, 20%  votaram na opção “bom”. Não houve notas regulares ou ruins.
O pró-reitor de Graduação da UFPA, Licurgo Brito, responsável pelo PEC-G na UFPA, informou que os bons resultados inspiram uma política de aumento do número de alunos estrangeiros. Hoje, 85% deles são de origem africana e 15% são de países da América Latina. “No âmbito da UFPA, o PEC-G ainda é tímido, embora seu funcionamento seja muito bom. Estamos trabalhando com a finalidade de aumentar o número de vagas e oferecer mais cursos. Hoje, a maior parte destes alunos está concentrada nos cursos de Engenharia da Computação, Ciências Sociais e Administração”, detalhou Licurgo Brito, que durante a avaliação recebeu elogios dos técnicos dos ministérios das Relações Exteriores e da Educação, pela maneira como o PEC-G é tratado na UFPA.
Para a sub-chefe da Divisão de Temas Educacionais, do Itamaraty, Márcia Canízio, o processo de avaliação é constante, para que o PEC-G possa ser melhorado, no sentido de atender as expectativas. Já o coordenador do PEC-G no Ministério da Educação (Mec), Rodrigo de Oliveira, considerou importantíssimo a inexistência de trancamento, desligamento e mudança de curso por estes estudantes. No entanto, ele reconheceu que os alunos estrangeiros nas áreas Exatas e Tecnológica sofrem um pouco mais, porque a base de matemática, física e química ensinada em seus países de origem não é boa. “Criamos uma bolsa emergencial para os alunos que passam por dificuldades. Isso foi muito importante para a manutenção do alto nível da maior parte dos alunos”, destacou Oliveira.

Publicado em: 14.11.2006 14:42