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Plataforma conecta mulheres da construção civil a mulheres que necessitam de reparos domésticos

  • Publicado: Terça, 13 de Agosto de 2019, 18h19

minerva

Alessandra Luz é formada em diversos cursos técnicos da área da construção civil. Sabe bater massa, fazer instalações, pinturas, consertos e é capaz de fazer, sozinha, obras e reparos em sua casa. Mesmo assim, a realidade do mercado de trabalho para ela ainda é difícil. Acostumada a ouvir que trabalha em “coisa de homem”, Alessandra encontrou na Minerva uma alternativa para ganhar dinheiro e ainda ajudar outras mulheres.

A iniciativa, batizada de Minerva em homenagem à deusa romana das Artes, do comércio e da sabedoria, foi criada por estudantes do Time Enactus da Universidade Federal do Pará. Consiste em uma plataforma que conecta mulheres com experiência no setor da construção civil a mulheres que necessitam de serviços de reparos domésticos e, muitas vezes, se sentem inseguras ao receber homens desconhecidos em casa.

O serviço pode ser solicitado on-line, por meio do site criado pelos estudantes para atender a serviços como reparos residenciais, pinturas e instalações em geral. Qualquer mulher pode acessar e solicitar agendamento.

Empoderamento feminino - Alessandra mantém a motivação mesmo diante de comentários machistas. “Quando a gente chega pra bater a massa, eles já dizem ‘sai daí, tu não dá conta’ ou ‘isso é coisa pra homem’. Mas, hoje em dia, nós sabemos que a mulher tá em todo lugar. Então, aquela encanação que ele pode fazer, eu posso. Aquela massa que ele bate, eu também posso bater. Se tiver que trocar uma porta, uma janela, eu também sei”, defende.

A crença no empoderamento feminino é o que motivou a criação da iniciativa. Carla Verena, uma das idealizadoras, ressalta a importância de valorizar essas profissionais: “Muitas vezes, vemos essas mulheres sendo contratadas para simples serviços de acabamento, sob o pretexto de que ‘as mulheres são mais detalhistas e perfeccionistas’. Precisamos reconhecer que mulher pode cuidar de uma obra completa e quebrar de vez esse tabu.”

Texto: Mariana Vieira - Assessoria de Comunicação / Time Enactus UFPA
Foto: Reprodução site Minerva

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